
Natural de Caldas da Rainha, Joana Sá (n.1998) é saxofonista e maestrina. Move-se entre a performance, a direção e o ensino, desenvolvendo uma prática artística que cruza música erudita, experimental e improvisada.
É Licenciada em Música (Saxofone) e Mestre em Ensino da Música (Saxofone e Música de Conjunto) pela Escola Superior de Música de Lisboa, tendo complementado a sua formação com uma Pós-Graduação em Direção de Bandas e Ensembles de Sopros na Escola Superior de Educação e Ciências Sociais de Leiria.
Teve o privilégio de tocar para prestigiados professores de saxofone em aulas privadas e masterclasses, nomeadamente Vincent David, Timothy McAllister, Marie-Bernadette Charrier, Rob Buckland, Kenneth Tse, Mario Marzi, Gerard McChrystal, Preston Duncan, Albert Juliá, Nicolas Prost, Fabrice Moretti, Yiannis Miralis, Joaquín Franco, Mário Marques e Fernando Ramos.
Realizou classes de aperfeiçoamento em Direção com maestros nacionais e internacionais, entre os quais Felix Hauswirth, Andreja Šolar, André Granjo, José Eduardo Gomes, Tiago Alves e João Malha.
Em 2017 venceu o I Concurso Internacional de Saxofone “Buffet-Crampon”, em 2016 foi laureada com o 3º lugar no VI Concurso Internacional de Saxofone “Vítor Santos” e 2º lugar no V Concurso
“Pequenos Grandes Talentos”.
Colabora com diversos projetos, abrangendo repertório clássico, contemporâneo e música improvisada, a destacar NUDE e IKB Ensemble.
Integra LUME – Lisbon Underground Music Ensemble, com o qual se apresentou nos festivais Big Sounds Amsterdam (Países Baixos), Festival Música e Artes do Dão e Festival Internacional Douro Jazz.
Faz parte do Solar Plexus Duo, com a violoncelista Bruna de Moura, com o qual estreou diversas obras para a formação, trabalhando diretamente com vários compositores. Destacam-se as participações no Guimarães Noc Noc e no FISP – Festival Internacional de Saxofone de Palmela.
Participa em vários discos de música improvisada da editora Creative Sources.
Desenvolve trabalho de colaboração na criação de nova música para saxofone e eletrónica, estreando obras de Ana Roque, André Simões, Eduardo Marques e Sara Marita, bem como a ópera de câmara O Inferno Ficou Mudo, de Telmo Lopes. Colabora com espaços dedicados à música contemporânea, destacando apresentações no Festival DME – Dias de Música Eletroacústica, nos Reencontros de Música Contemporânea (Artes no Tempo), no Festival Música Viva e no CreativeFest. Realizou residências artísticas no Lisboa Incomum e na Academia MIL.
Entre 2023 e 2025, foi Maestrina e Diretora Artística da Sociedade Musical e Recreativa Obidense. Programou concertos que aproximaram o mundo filarmónico de outras artes e realizou a estreia nacional de “Malala – Symbol of Courage and Peace”, da compositora Christin Hablewitz. Realizou intercâmbios com a Banda Filarmónica de A-dos-Francos, a Banda Musicale Città di Staffolo (Ancona, Itália), a Orchestra di Fiati Armelis (Áquila, Itália) e a Unión Musical Pare Basté (Valência, Espanha). Participou no FEM Banda – Festival Internacional de Bandas de Música (Lleida, Espanha) e no FOLIO – Festival Internacional de Literatura de Óbidos.
Leciona Saxofone e Orquestra de Sopros no Conservatório de Música de Santarém. É autora do livro pedagógico O Saxofone Feliz, um compêndio de jogos didáticos para saxofonistas iniciantes.